{"id":753,"date":"2015-03-17T06:56:00","date_gmt":"2015-03-17T09:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=753"},"modified":"2025-12-01T17:05:48","modified_gmt":"2025-12-01T20:05:48","slug":"a-iniciacao-na-adolescencia-entre-mito-e-estrutura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2015\/03\/17\/a-iniciacao-na-adolescencia-entre-mito-e-estrutura\/","title":{"rendered":"A Inicia\u00e7\u00e3o Na Adolesc\u00eancia: Entre Mito E Estrutura"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>DOMENICO CONSENZA<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Juan-Onofri-Barbato.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"900\" data-large_image_height=\"600\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-754\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Juan-Onofri-Barbato.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Juan-Onofri-Barbato.jpg 900w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Juan-Onofri-Barbato-300x200.jpg 300w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Juan-Onofri-Barbato-768x512.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6 style=\"padding-left: 120px;\">FOTO: DURAMADRE, &#8220;UM CORPO INEVITAVELMENTE INTERCONECTADO&#8221;. SEBASTI\u00c1N ARPESELLA.<\/h6>\n<p><strong>A Adolesc\u00eancia, Momento De Crise?<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente, a ideia da adolesc\u00eancia como momento de crise estruturante na experi\u00eancia do sujeito \u00e9 questionada. O debate interroga tanto a dimens\u00e3o de corte, de descontinuidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia infantil, quanto o alcance emancipador e separador para o jovem do modo de constru\u00e7\u00e3o do la\u00e7o com seus pais. Segundo diversos autores do campo da sociologia e da psicologia, \u00e9 particularmente a adolesc\u00eancia, em nossa \u00e9poca, que torna problem\u00e1tica a no\u00e7\u00e3o de crise da adolesc\u00eancia. O modo de vida dos adolescentes de hoje colocaria em evid\u00eancia um \u201canalfabetismo introspectivo\u201d (FRANCESCONI, 2004, p. 168), \u201cum hedonismo moderado\u201d, um conformismo e um pacifismo que n\u00e3o combinam com a imagem codificada do jovem rebelde, contestat\u00f3rio, da tradi\u00e7\u00e3o. Nessa perspectiva, a leitura psicanal\u00edtica da passagem \u00e0 adolesc\u00eancia tende a ser reconduzida a uma variante contempor\u00e2nea da representa\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica do processo de forma\u00e7\u00e3o do jovem, reduzido a um mito: a adolesc\u00eancia como Sturm und Drang (OFFER, D. e SHONERT-REICHL K. A, 1992), tempestade e \u00edmpeto, cuja leitura freudiana em termos de remanejamento da economia pulsional n\u00e3o seria sen\u00e3o uma sutil reformula\u00e7\u00e3o no campo cl\u00ednico.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da aprecia\u00e7\u00e3o que podemos dar a essa leitura, o que \u00e9 importante \u00e9 a quest\u00e3o que pode resultar para os psicanalistas quanto ao estatuto da adolesc\u00eancia e aos efeitos da transforma\u00e7\u00e3o que as mudan\u00e7as hist\u00f3rico-sociais podem produzir nela.O que acontece, de fato, com a adolesc\u00eancia na \u00e9poca do Outro que n\u00e3o existe? Como os adolescentes de hoje regulam o encontro com o real do sexo e da morte? Isso, enquanto a opera\u00e7\u00e3o de interdi\u00e7\u00e3o e de v\u00e9u sustentada pela fun\u00e7\u00e3o paterna, mostra, neste momento de nossa civiliza\u00e7\u00e3o, os sinais de um decl\u00ednio progressivo. Como \u00e9 que eles se organizam nesse encontro com o real sem poder contar, em certos casos, com a rela\u00e7\u00e3o estruturante do Nome-do-Pai, com sua fun\u00e7\u00e3o de orienta\u00e7\u00e3o do Ideal do eu e com sua a\u00e7\u00e3o de regula\u00e7\u00e3o humanizante do gozo? Como \u00e9 que eles iniciam um movimento de separa\u00e7\u00e3o, quando \u00e9 o pr\u00f3prio Outro social que lhes ordena a gozar sem limite, isto \u00e9, a n\u00e3o se separar? Esta \u00e9, de fato, uma quest\u00e3o que pertence ao registro \u00e9tico e cl\u00ednico que o n\u00f3 da adolesc\u00eancia contempor\u00e2nea traz hoje para n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>A Sexualidade Na Adolesc\u00eancia:<\/strong><br \/>\n<strong>Da Passagem Da Puberdade \u00c0 Inicia\u00e7\u00e3o Sexual<\/strong><\/p>\n<p>O problema se situa na rela\u00e7\u00e3o do adolescente contempor\u00e2neo com a sexualidade como pedra angular de seu desenvolvimento. Com o real do sexo no auge da passagem da puberdade, Freud colocou a quest\u00e3o essencial \u00e0 qual o sujeito adolescente procura responder. Nesse sentido, a adolesc\u00eancia se apresenta para a psican\u00e1lise, segundo a f\u00f3rmula eficaz de Alexandre Stevens, como \u201csintoma da puberdade\u201d (STEVENS, 2004, p. 28). Trata-se, para o sujeito adolescente, de situar-se numa posi\u00e7\u00e3o desejante que lhe seja pr\u00f3pria em rela\u00e7\u00e3o ao despertar pulsional que atravessa o seu corpo durante a puberdade. \u00c0 esta exig\u00eancia responde ativamente, ap\u00f3s a passagem da puberdade \u2013 aquela do ciclo menstrual para a menina e da ejacula\u00e7\u00e3o para o menino \u2013, o tempo l\u00f3gico da inicia\u00e7\u00e3o sexual para o adolescente. Ele \u00e9 ent\u00e3o introduzido no encontro com o gozo na rela\u00e7\u00e3o com outro sexo, que lhe d\u00e1 abertura \u00e0 experi\u00eancia e \u00e0 quest\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Em seu pref\u00e1cio a \u201cO despertar da primavera\u201d, de Wedekind, Lacan formula dois tempos essenciais desse processo, que subtraem a experi\u00eancia do adolescente de um linearismo psicol\u00f3gico gradual, que faria da inicia\u00e7\u00e3o sexual o tempo de realiza\u00e7\u00e3o necess\u00e1rio para a passagem da puberdade \u00e0 adolesc\u00eancia. Antes de tudo, ele introduz a emin\u00eancia do inconsciente do sujeito como dimens\u00e3o que, atrav\u00e9s do sonho, encena a rela\u00e7\u00e3o sexual do adolescente com o parceiro: \u201csem o despertar de seus sonhos\u201d (LACAN, 2003, p. 557), os meninos n\u00e3o se preocupariam com o que significa para eles fazer amor com as meninas, escreve Lacan. O enigma que constitui o inconsciente do sujeito entra assim em jogo, em pleno processo de inicia\u00e7\u00e3o sexual do adolescente. No fundo, \u00e9 um primeiro tempo l\u00f3gico desse processo: a eleva\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o sexual ao n\u00edvel do inconsciente, que o faz existir para o sujeito numa representa\u00e7\u00e3o singular, imagin\u00e1ria, como enigma, num quadro fantasm\u00e1tico ou que d\u00e1 lugar \u00e0 fantasia. O primeiro tempo \u00e9 ent\u00e3o aquele em que, para o adolescente, h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual, que \u00e9 represent\u00e1vel numa cena que o inclui. Em segundo lugar, Lacan esclarece em que consiste o n\u00f3 real que uma tal experi\u00eancia inici\u00e1tica revela ao adolescente, definindo-o como verdadeiro princ\u00edpio da inicia\u00e7\u00e3o: \u201cQue o v\u00e9u levantado [sobre o mist\u00e9rio da sexualidade] n\u00e3o mostra nada\u201d (Ibidem, p. 562). Outra maneira de dizer que \u201ca sexualidade [faz] buraco no real\u201d (Idem). N\u00f3s podemos situar aqui o segundo tempo l\u00f3gico do processo de inicia\u00e7\u00e3o sexual na adolesc\u00eancia: aquele no qual o jovem adolescente encontra, em suas primeiras vicissitudes da vida sexual com seus parceiros, a inexist\u00eancia estrutural da rela\u00e7\u00e3o sexual como experi\u00eancia que faz trauma para ele.<\/p>\n<p>\u00c9 esse segundo tempo durante o qual o adolescente experimenta que na rela\u00e7\u00e3o sexual o gozo \u00e9 irredut\u00edvel e n\u00e3o faz rela\u00e7\u00e3o. Esse tempo de \u201cn\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d est\u00e1 ligado, estruturalmente, ao primeiro tempo, durante o qual, ao contr\u00e1rio, a rela\u00e7\u00e3o sexual existe, \u00e9 represent\u00e1vel para o sujeito e funciona como um v\u00e9u inconsciente do buraco da n\u00e3o rela\u00e7\u00e3o. \u00c9 exatamente nessa tens\u00e3o dial\u00e9tica entre o que leva o adolescente a fazer existir a rela\u00e7\u00e3o sexual (T1) e o encontro traum\u00e1tico com sua inexist\u00eancia (T2), entre o tempo do v\u00e9u e o tempo do trauma, que se estrutura a inicia\u00e7\u00e3o sexual do adolescente.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 Inicia\u00e7\u00e3o Sexual Do Adolescente Contempor\u00e2neo?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o sentir a perda do v\u00e9u em torno do enigma da sexualidade na rela\u00e7\u00e3o do adolescente contempor\u00e2neo com o sexo. Lacan (2001) sublinha isso, apontando a dimens\u00e3o p\u00fablica do levantamento do v\u00e9u, no mundo atual, em torno da quest\u00e3o da puberdade. O efeito de uma tal opera\u00e7\u00e3o que anda junto com o decl\u00ednio da fun\u00e7\u00e3o paterna pode ser identificado, tal como observou Gilles Lipovetsky (2007) \u2013 citado num artigo de Serge Cottet (2006) \u2013, no \u201cdesencantamento do sexo\u201d (COTTET, 2006, p. 71) pela banaliza\u00e7\u00e3o da liberdade sexual (Idem), na \u201cindiferen\u00e7a\u201d (LIPOVETSKY, 2005, p. 53) e na \u201capatia\u201d (Idem) amorosa da maioria dos adolescentes contempor\u00e2neos. Essa dificuldade para que o sexo fa\u00e7a enigma para o adolescente contempor\u00e2neo testemunha um impasse no processo de sintomatiza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria puberdade, aposta fundamental para a psican\u00e1lise na experi\u00eancia da adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>N\u00f3s podemos situar, antes de tudo, uma dificuldade do adolescente contempor\u00e2neo em se colocar no tempo T1 da inicia\u00e7\u00e3o sexual, isto \u00e9, no encontro do sujeito com o sexo como enigma inconsciente represent\u00e1vel numa \u201cOutra cena\u201d. O primeiro n\u00edvel de dificuldade para o adolescente de hoje consiste em fazer existir a rela\u00e7\u00e3o sexual, fazer existir um Outro do Outro, num mundo que se caracteriza por um fechamento substancial \u2013 quando n\u00e3o \u00e9 uma rejei\u00e7\u00e3o \u2013 do inconsciente, condi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o permite ao sexo adquirir para o sujeito um valor enigm\u00e1tico. Mas em segundo lugar, essa aus\u00eancia de estrutura\u00e7\u00e3o do sexo como representa\u00e7\u00e3o inconsciente traz preju\u00edzos ao modo de encontro, para o adolescente, do tempo T2, aquele da inicia\u00e7\u00e3o como trauma da inexist\u00eancia do Outro do Outro. De fato, como sublinha Jacques-Alain Miller (2005), sem v\u00e9u, sem ideal, n\u00e3o h\u00e1 trauma subjetiv\u00e1vel.<\/p>\n<p>Como \u00e9 que o adolescente pode realizar sua vida com sua pr\u00f3pria inicia\u00e7\u00e3o subjetiva nas condi\u00e7\u00f5es atuais, em que a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual, a aus\u00eancia de um Outro que funcione como garantia se apresenta como um dado que se propaga socialmente como uma verdade consubstancial ao niilismo de hoje?<\/p>\n<p>Os supostos dist\u00farbios de conduta na adolesc\u00eancia, as pr\u00e1ticas compulsivas caracterizadas por frequentes passagens ao ato, t\u00edpicas da adolesc\u00eancia, e mais ainda, na adolesc\u00eancia contempor\u00e2nea, apresentam-se, sugere Phillipe Lacad\u00e9e (2011), como fracassos e alternativas ao processo de estrutura\u00e7\u00e3o de um sintoma no sentido freudiano do termo, impasse no trabalho de nomea\u00e7\u00e3o do real inomin\u00e1vel. Para o adolescente, esses dist\u00farbios podem, entretanto, em muitos casos, se revestir de um valor paradoxal, aquele de uma tentativa desesperada de fazer existir a rela\u00e7\u00e3o sexual para construir um Outro do Outro e encontrar uma via de acesso \u00e0 sexualidade. Cabe ao analista permitir aos adolescentes colocar em palavras essa fun\u00e7\u00e3o inclu\u00edda nos seus atos desregrados, condi\u00e7\u00e3o preliminar para uma subjetiva\u00e7\u00e3o. E de lev\u00e1-los a transformar seu sintoma em elemento n\u00e3o generaliz\u00e1vel, mas, ao contr\u00e1rio, fantasmatiz\u00e1vel.<\/p>\n<p>O problema dos adolescentes de hoje quanto ao sexo se apresenta ent\u00e3o como invertido em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e9pocas anteriores. De fato, n\u00e3o se trata para eles de conseguir inicialmente levantar o v\u00e9u que envolve o mist\u00e9rio do sexo depois de t\u00ea-lo constru\u00eddo inconscientemente. Mas trata-se, antes de tudo, de introduzir um v\u00e9u, de permitir a realiza\u00e7\u00e3o de uma fantasmatiza\u00e7\u00e3o que limite e torne suport\u00e1vel a err\u00e2ncia do jovem adolescente exposto, sem media\u00e7\u00e3o alguma, ao objeto inomin\u00e1vel que est\u00e1 em jogo na rela\u00e7\u00e3o entre os sexos. \u00c9 somente assim que se tornar\u00e1 poss\u00edvel, atrav\u00e9s do trabalho de nomea\u00e7\u00e3o, aproximar a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual como trauma subjetiv\u00e1vel, preservando-se, assim, de recair nas derivas do sem-limite pr\u00f3prio da adolesc\u00eancia contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>Traduzido do italiano por Ren\u00e9 Fiori com a colabora\u00e7\u00e3o de Monique Dellius.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Bibliografia:<\/strong><\/h6>\n<h6>COTTET, S. \u201cLe sexe faible des ados: sexe-machine et mythologie du coeur\u201d. In: La Cause Freudienne, N\u00ba 64. Paris: Navarin\/Seuil, oct. 2006.<\/h6>\n<h6>FRANCESCONI M. \u201cNon piu non ancora. Una reflessione psicoanalitica sul perturbante del crescere in adolescenza\u201d. In: BARONE L. (a cura di) Emozioni e disagio in adolescenza, Mil\u00e3o: Unicopli, 2004.<\/h6>\n<h6>LACAD\u00c9E, P. O despertar e o ex\u00edlio : ensinamentos psicanal\u00edticos da mais delicada das transi\u00e7\u00f5es, a adolesc\u00eancia. Rio de Janeiro: Contra capa, 2011.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. \u201cPref\u00e1cio a O despertar da primavera\u201d. In: Outros Escritos, Rio de Janeiro : Jorge Zahar Editor, 2003.<\/h6>\n<h6>LIPOVESTKY, G. A era do vazio. Ensaios sobre o individualismo contempor\u00e2neo. Barueri, S\u00e3o Paulo: Manole, 2005.<\/h6>\n<h6>LIPOVETSKY, G. A felicidade paradoxal. Ensaio sobre a sociedade de hiperconsumo. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2007<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. Effets th\u00e9rapeutiques rapidez em psychanalyse. La conversacion de Barcelone. Paris: Navarin, 2005.<\/h6>\n<h6>OFFER, D. and SHONERT-REICHL K. A., \u201cDebunking the Myths of Adolescence: Fondings from Recent Research\u201c. In: Journal oh American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, 31, 1992.<\/h6>\n<h6>STEVENS, A. \u201cAdolesc\u00eancia como sintoma da puberdade\u201c . Curinga, n\u00ba 20. Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise \u2013 MG. Novembro de 2004.<\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOMENICO CONSENZA FOTO: DURAMADRE, &#8220;UM CORPO INEVITAVELMENTE INTERCONECTADO&#8221;. SEBASTI\u00c1N ARPESELLA. A Adolesc\u00eancia, Momento De Crise? Atualmente, a ideia da adolesc\u00eancia como momento de crise estruturante na experi\u00eancia do sujeito \u00e9 questionada. O debate interroga tanto a dimens\u00e3o de corte, de descontinuidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia infantil, quanto o alcance emancipador e separador para o jovem&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":58175,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-753","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-16","category-12","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/753","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=753"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/753\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58176,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/753\/revisions\/58176"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58175"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=753"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=753"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=753"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}