{"id":777,"date":"2015-07-17T06:56:21","date_gmt":"2015-07-17T09:56:21","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=777"},"modified":"2025-12-01T16:51:29","modified_gmt":"2025-12-01T19:51:29","slug":"sobre-a-saude-mental-que-instituicao-para-os-adolescentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2015\/07\/17\/sobre-a-saude-mental-que-instituicao-para-os-adolescentes\/","title":{"rendered":"Sobre A Sa\u00fade Mental: Que Institui\u00e7\u00e3o Para Os Adolescentes?"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>HENRI KAUFMANNER<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/13-600x400-1.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"600\" data-large_image_height=\"400\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-778\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/13-600x400-1.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/13-600x400-1.jpg 600w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/13-600x400-1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\"><strong>\u00c9DER OLIVEIRA<\/strong><br \/>\nEm suas reflex\u00f5es sobre a psicologia escolar, Freud nos fala do impacto que causava o encontro casual de um antigo professor pelas ruas de Viena. Tal impacto era acompanhado por um estranhamento, que pode se resumir \u00e0 pergunta: \u201cser\u00e1 poss\u00edvel que os homens que costumavam representar para n\u00f3s prot\u00f3tipos de adultos, eram t\u00e3o pouco mais velhos que n\u00f3s?\u201d (FREUD, 1977, p.74). Freud confessa que o encontro com seu antigo mestre lhe provoca uma d\u00favida sobre o que teria exercido a influ\u00eancia mais determinante em sua forma\u00e7\u00e3o: sua preocupa\u00e7\u00e3o com as ci\u00eancias que lhe eram ensinadas ou a personalidade de seus mestres. Se, sob sua pena, a importante articula\u00e7\u00e3o entre o Outro e o Saber j\u00e1 revelava sua import\u00e2ncia, o movimento de destitui\u00e7\u00e3o desse lugar idealizado do Outro tamb\u00e9m se mostrava primordial.&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, nesse pequeno texto, Freud discorre sobre a import\u00e2ncia do pai, liga\u00e7\u00e3o fundamental na vida de uma crian\u00e7a, presente particularmente naquilo que ele nomeia ambival\u00eancia emocional. Observa que, a partir da segunda metade da inf\u00e2ncia, a crian\u00e7a, come\u00e7ando a vislumbrar o mundo exterior, avan\u00e7a em dire\u00e7\u00e3o a um desligamento dessa idealiza\u00e7\u00e3o primeira, afirmando ainda que tudo o que h\u00e1 de admir\u00e1vel e indesej\u00e1vel em uma nova gera\u00e7\u00e3o \u00e9 determinado por esse desligamento do pai.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O tema de nossos trabalhos neste semestre no NIPS (N\u00facleo de Investiga\u00e7\u00e3o em Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental) do IPSMMG (Instituto de Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental de Minas Gerais) convoca-nos a investigar as quest\u00f5es trazidas pela adolesc\u00eancia quando nitidamente nos vemos diante de uma realidade bem distinta daquela experimentada por Freud.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como pensar uma rela\u00e7\u00e3o poss\u00edvel ao Outro, num tempo em que o Mestre n\u00e3o surpreende mais? Que institui\u00e7\u00f5es poderiam acolher e tratar os adolescentes, nos quais o desligamento do Outro \u00e9 uma marca determinante? Como podem os adolescentes hoje em dia construir uma nova liga\u00e7\u00e3o a um Outro, no qual o que domina \u00e9 a l\u00f3gica do n\u00e3o todo?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse pequeno fragmento das reflex\u00f5es de Freud j\u00e1 nos apresenta algumas vari\u00e1veis do problema.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Miller (2015), em sua interven\u00e7\u00e3o \u201cEm dire\u00e7\u00e3o \u00e0 adolesc\u00eancia\u201d, desvela uma dimens\u00e3o autoer\u00f3tica do saber que predomina hoje em dia. Os adolescentes trazem o saber no bolso, ele n\u00e3o passa mais pelo Outro. Em sua interven\u00e7\u00e3o, somos ainda apresentados a uma s\u00e9rie de consequ\u00eancias relativas ao decl\u00ednio do Pai e \u00e0 inexist\u00eancia do Outro. H\u00e1 toda uma diversidade de comportamentos ligados a uma demanda de respeito, \u00e0 den\u00fancia da tirania do Outro e \u00e0 uma realidade imoral. O avan\u00e7o da Ci\u00eancia, ao deslocar do mestre o saber, esvazia a dimens\u00e3o simb\u00f3lica do Outro, que passa a se apresentar ora inconsistente, ora em uma consist\u00eancia, dir\u00edamos, mal\u00e9vola.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Miller fala da adolesc\u00eancia como uma constru\u00e7\u00e3o, e que poderia ser tomada em v\u00e1rias perspectivas. Temos, assim, a adolesc\u00eancia cronol\u00f3gica, a biol\u00f3gica, a psicol\u00f3gica, a cognitiva, a sociol\u00f3gica, entre outras. Assinala ainda que dizer que se trata de uma constru\u00e7\u00e3o se refere a uma convic\u00e7\u00e3o de que se trata de um artif\u00edcio significante. Segundo ele, vivemos uma \u00e9poca que nega, com muita boa vontade, o real, ocupando-se apenas dos signos que s\u00e3o, em \u00faltima inst\u00e2ncia, semblantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Adolesc\u00eancia \u00e9 um daqueles conceitos que, embora n\u00e3o psicanal\u00edtico, convoca-nos a operar com ele, tamanha a sua presen\u00e7a e o campo de sentido que cria, al\u00e9m dos ineg\u00e1veis efeitos na cultura e na cl\u00ednica. A adolesc\u00eancia \u00e9, no m\u00ednimo, um semblante de nossos tempos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Freud, por seu lado, referia-se apenas aos acontecimentos da puberdade. Nos \u201cTr\u00eas ensaios\u201d, o evento da puberdade \u00e9 marcado pelo fato de que a puls\u00e3o sexual, at\u00e9 ent\u00e3o autoer\u00f3tica, encontra agora o objeto sexual. Assim, as puls\u00f5es passam a se subordinar \u00e0 puls\u00e3o genital, tendo como consequ\u00eancia o estabelecimento de uma nova finalidade pulsional, repercutindo de modos diferentes no que seria um homem e no que seria uma mulher, determinando, assim, a diferen\u00e7a entre os sexos. As altera\u00e7\u00f5es produzidas pela puberdade tornariam a tens\u00e3o pulsional imposs\u00edvel de ser satisfeita apenas em sua vertente de ternura, como at\u00e9 ent\u00e3o, exigindo tamb\u00e9m do sujeito a coloca\u00e7\u00e3o em cena de uma tens\u00e3o sensual, chamada \u00e0s vezes por Freud tamb\u00e9m de corrente agressiva da puls\u00e3o. \u00c9 n\u00edtido observar que algo da ordem de uma irrup\u00e7\u00e3o no campo pulsional exige um rearranjo dos modos de satisfa\u00e7\u00e3o que afetam o corpo, n\u00e3o mais apaziguados por aquilo que Freud nomearia de escolhas narc\u00edsicas do objeto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As puls\u00f5es sexuais encontram seus primeiros objetos apegando-se \u00e0s satisfa\u00e7\u00f5es das puls\u00f5es do ego. Assim, as primeiras satisfa\u00e7\u00f5es sexuais s\u00e3o experimentadas em liga\u00e7\u00e3o com as fun\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o do Eu. Contudo, na puberdade, n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel sublimar a corrente er\u00f3tica do amor; a via da sublima\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais suficiente para manter o desejo sexual acomodado a uma satisfa\u00e7\u00e3o apenas pela corrente da ternura, e, for\u00e7ando a barreira do recalque, este cobra seu pre\u00e7o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, podemos associar a queda dos semblantes e a impossibilidade da sublima\u00e7\u00e3o como dois elementos marcantes dessa irrup\u00e7\u00e3o da puberdade. Um real que n\u00e3o se acomoda mais \u00e0s solu\u00e7\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o encontradas pela crian\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foi Lacan quem articulou semblante e real. Um significante, por si s\u00f3, n\u00e3o significa nada, \u00e9 um qualquer um, e n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o natural entre as palavras e as coisas. O que est\u00e1 em jogo \u00e9 a sua utiliza\u00e7\u00e3o da linguagem como la\u00e7o, e, para tanto, \u00e9 necess\u00e1ria a media\u00e7\u00e3o de um discurso. A estabilidade de um discurso \u00e9 o que vela o valor de cren\u00e7a dos sentidos com os quais constru\u00edmos a realidade. Assim, para que algum efeito de discurso se produza, resultando numa amarra\u00e7\u00e3o no campo do sentido, \u00e9 necess\u00e1ria uma rede de semblantes, e que essa rede de semblantes determine um mais-de-gozar. \u00c9 a rotina, a regularidade dessa rede, que assegura um sentido na rela\u00e7\u00e3o entre o significante e o significado, estabilizando, assim, o campo sem\u00e2ntico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A puberdade rompe com a regularidade narc\u00edsica da crian\u00e7a, desvela o valor de cren\u00e7a da realidade na qual a crian\u00e7a se sustentava at\u00e9 ent\u00e3o. O sujeito se v\u00ea embara\u00e7ado diante da invas\u00e3o de um gozo que n\u00e3o se pode sublimar fora do discurso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, se a puberdade, como assinala Freud, convoca o sujeito a um movimento, diria eu dial\u00e9tico, de desligamento\/religamento do Outro, podemos vislumbrar que, diante do decl\u00ednio do pai, da inexist\u00eancia do Outro, os efeitos de tal convoca\u00e7\u00e3o em nossos dias s\u00e3o inegavelmente angustiantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O adolescente contempor\u00e2neo depara-se com uma realidade na qual os semblantes se multiplicaram, n\u00e3o mais organizados em torno de um Outro idealizado. O avan\u00e7o da ci\u00eancia e o decl\u00ednio do sentido por esse produzido transformaram o campo da realidade e dos semblantes, at\u00e9 ent\u00e3o articulados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Ci\u00eancia, inaugurada por Galileu, afirmava-se como a escrita da natureza pela matem\u00e1tica. Entretanto, se descolou dessa mesma natureza, e as letras, com as quais a Ci\u00eancia se escreve hoje, tocam um real que n\u00e3o se confunde mais com o que nos acostumamos a pensar como natural. As letras, assim isoladas, passaram a circular em uma identidade de si, n\u00e3o mais atreladas ao sonho da universalidade da natureza, mas em um circuito que tem sua pr\u00f3pria l\u00f3gica e que, atuando sobre os corpos, produz efeitos com os quais nos deparamos e vamos nos deparar cada vez mais, devido a um inevit\u00e1vel aumento de sua domin\u00e2ncia no mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tal domin\u00e2ncia tem consequ\u00eancias significativas sobre os discursos e, por conseguinte, sobre a cadeia de sentidos pelos quais ordenamos nossa experi\u00eancia de realidade, nossos semblantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aos efeitos do avan\u00e7o da ci\u00eancia e \u00e0 pulveriza\u00e7\u00e3o do campo de sentido produzido pela tentativa de redu\u00e7\u00e3o do real \u00e0 l\u00f3gica resultante da livre circula\u00e7\u00e3o das letras, devemos acrescentar os efeitos incidentes na economia de gozo do falasser, consequentes \u00e0 alian\u00e7a da ci\u00eancia ao capital. Essa alian\u00e7a interfere diretamente na rela\u00e7\u00e3o desses com o corpo, pela produ\u00e7\u00e3o de objetos de consumo, gadgets gerados a partir da oferta de um gozo que agora se faria poss\u00edvel pelas ofertas do mercado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que encontraremos muitos dos adolescentes que chegam aos servi\u00e7os da chamada Sa\u00fade Mental. Invadidos por essa experi\u00eancia estrangeira do gozo, convocados ao consumo e ao ato, os adolescentes trazem no corpo a novidade. Uma novidade que transborda e que lhes exige uma constru\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como religar onde o Outro n\u00e3o existe?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o poucas as institui\u00e7\u00f5es que buscam restaurar, de forma moral, esse Outro que assim reaparece em sua dimens\u00e3o superegoica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise aposta em um caminho em que se torne poss\u00edvel acolher esses corpos e a novidade que neles incide em sua dimens\u00e3o singular. \u00c9 preciso um tempo para a inven\u00e7\u00e3o do falasser e seu sintoma. Um tempo para que cada um, atravessado que \u00e9 nos dois polos de sua causa\u00e7\u00e3o, desarticulado do sentido e imerso na liquidez do gozo, possa recorrer a novas inven\u00e7\u00f5es sintom\u00e1ticas que lhe permitam uma resposta singular, s\u00f3 sua, n\u00e3o universaliz\u00e1vel, ao que ele \u00e9. Com isso, talvez ele inscreva em sua vida o algo pr\u00f3prio e inalien\u00e1vel de seu ser.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/h6>\n<h6>FREUD, S. Algumas reflex\u00f5es sobre a psicologia escolar (1905). Rio de Janeiro: Imago, 1977, p. 285-288. (Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud, v.XIII).<\/h6>\n<h6>FREUD, S. Tr\u00eas Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade (1905). Rio de Janeiro: Imago, 1989, p. 118 \u2013 228. (Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud, v.VII).<\/h6>\n<h6>MILLER, J-A. \u201cEm dire\u00e7\u00e3o \u00e0 adolesc\u00eancia\u201d. Interven\u00e7\u00e3o de encerramento da 3\u00aa Jornada do Instituto da Crian\u00e7a. 2015. Dispon\u00edvel em http:\/\/minascomlacan.com.br\/blog\/em-direcao-a-adolescencia. Acesso em: 20 fev. 2016.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Henri Kaufmanner<\/strong><\/h6>\n<h6>Henri Kaufmanner. Psiquiatra, Psicanalista. Membro da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (EBP), Membro da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise (AMP), Coordenador do NIPS\/IPSMMG. E-mail:<span id=\"cloak38854522326ecd086cf3939776470b0f\"><a href=\"mailto:Kaufmanner@gmail.com\">Kaufmanner@gmail.com<\/a><\/span><\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>HENRI KAUFMANNER \u00c9DER OLIVEIRA Em suas reflex\u00f5es sobre a psicologia escolar, Freud nos fala do impacto que causava o encontro casual de um antigo professor pelas ruas de Viena. Tal impacto era acompanhado por um estranhamento, que pode se resumir \u00e0 pergunta: \u201cser\u00e1 poss\u00edvel que os homens que costumavam representar para n\u00f3s prot\u00f3tipos de adultos,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":58129,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-777","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-almanaque-17","category-13","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/777","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=777"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/777\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":58130,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/777\/revisions\/58130"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58129"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=777"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=777"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}