{"id":910,"date":"2017-03-17T06:57:21","date_gmt":"2017-03-17T09:57:21","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=910"},"modified":"2025-12-01T16:31:43","modified_gmt":"2025-12-01T19:31:43","slug":"de-onde-vem-as-maes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2017\/03\/17\/de-onde-vem-as-maes\/","title":{"rendered":"De Onde V\u00eam As M\u00e3es?"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>MAGDA H. B. CASAROTTI<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<h2><\/h2>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h2><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/13-imagem-texto-de-onde-vem-as-maes-Robert-Rauschenberg-1987-Bellini.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"624\" data-large_image_height=\"999\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-911\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/13-imagem-texto-de-onde-vem-as-maes-Robert-Rauschenberg-1987-Bellini.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"999\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/13-imagem-texto-de-onde-vem-as-maes-Robert-Rauschenberg-1987-Bellini.jpg 624w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/13-imagem-texto-de-onde-vem-as-maes-Robert-Rauschenberg-1987-Bellini-187x300.jpg 187w\" sizes=\"auto, (max-width: 624px) 100vw, 624px\" \/><\/a><\/h2>\n<p><strong>De Onde V\u00eam as M\u00e3es?<\/strong><\/p>\n<p>Os impasses que hoje vivem as m\u00e3es trazem \u00e0 tona um n\u00e3o saber fazer com o filho. No servi\u00e7o de psicologia e dire\u00e7\u00e3o escolar de uma escola de Educa\u00e7\u00e3o Infantil, as perguntas mais frequentes s\u00e3o: como devo agir com esta crian\u00e7a? O que devo fazer para educ\u00e1-la bem? O que eu fa\u00e7o para ser boa m\u00e3e? Por que a crian\u00e7a n\u00e3o vem com bula?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1.Maternidade e Sexualidade<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A m\u00e3e de um menino de 4 anos procurou o servi\u00e7o de orienta\u00e7\u00e3o escolar para, em suas palavras, \u201ctirar uma d\u00favida, bem r\u00e1pido.\u201d Ela queria saber se deveria ou n\u00e3o retirar a fralda do filho, visto que o mesmo n\u00e3o aceitava usar o vaso sanit\u00e1rio ou mesmo o troninho. A m\u00e3e interroga-se sobre o comportamento da crian\u00e7a que apresenta-se t\u00e3o bem desenvolvido em v\u00e1rios outros aspectos, mas n\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 retirada da fralda. Ela n\u00e3o sabia como fazer, pois tinha medo de traumatizar o filho. Em fun\u00e7\u00e3o do trabalho do pai, a fam\u00edlia morou por 2 anos no exterior, e, de volta ao Brasil, a m\u00e3e, diz estar vivenciando muitas d\u00favidas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do filho, visto que n\u00e3o foi orientada, passo a passo, sobre a melhor forma de realizar o desfralde da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Outra m\u00e3e procura a psic\u00f3loga escolar para perguntar como fazer para que o filho aceitasse a alimenta\u00e7\u00e3o normal, pois a crian\u00e7a alimentava-se somente com a mamadeira. \u201cDiga-me, voc\u00ea que estudou os problemas das crian\u00e7as, o que eu devo fazer para que meu filho coma normalmente?\u201d. Com tr\u00eas anos de idade, a crian\u00e7a n\u00e3o aceitava o prato de comida, e a m\u00e3e acabava cedendo \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o do filho, batendo tudo no liquidificador e oferecendo na mamadeira. Angustiada por n\u00e3o seguir as orienta\u00e7\u00f5es do pediatra, tampouco regularizar a alimenta\u00e7\u00e3o do filho, quando interrogada sobre o que achava que poderia fazer, ela responde que tinha muito medo de causar algum trauma no filho, na medida em que o contrariasse.<\/p>\n<p>E, assim, cotidianamente, m\u00e3es apresentam um n\u00e3o saber fazer com o filho. Na contemporaneidade, a maternidade, enquanto representa\u00e7\u00e3o da feminilidade, encontra-se destitu\u00edda do seu valor, pois n\u00e3o \u00e9 a \u201cmulher-m\u00e3e\u201d que \u00e9 valorizada, mas a mulher sedutora, extremamente er\u00f3tica, objeto de desejo e de consumo. Se, antes, a fun\u00e7\u00e3o materna era bem delimitada e definida pelas normas sociais, as m\u00e3es possu\u00edam um saber fazer com o rebento, hoje, impera o n\u00e3o saber fazer com a crian\u00e7a, existem outras condi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias do feminino que fazem demandas. H\u00e1 na mulher um desejo er\u00f3tico e seu narcisismo tem outras fontes de satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No texto de 1914, Freud comentava as rela\u00e7\u00f5es entre pais e filhos, explicando o amor e o investimento libidinal dos pais nas crian\u00e7as, segundo a pol\u00edtica dos ideais. \u201cO amor dos pais, t\u00e3o comovedor e no fundo t\u00e3o infantil, nada mais \u00e9 sen\u00e3o o narcisismo dos pais renascido, o qual, transformado em amor objetal, inequivocamente revela sua natureza anterior\u201d (FREUD, 1014\/1976, p.108)<\/p>\n<p>A express\u00e3o \u201csua majestade o beb\u00ea\u201d que se encontra no texto \u201cSobre o narcisismo: uma introdu\u00e7\u00e3o\u201d (1914) constitui uma f\u00f3rmula freudiana para situar a crian\u00e7a, seu lugar e seu valor na estrutura familiar. A posi\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a, enquanto objeto da subjetividade materna, compensador de seu \u201ca menos\u201d de gozo, somada \u00e0 demiss\u00e3o paterna, traz para a atualidade a tend\u00eancia \u00e0 objetaliza\u00e7\u00e3o do sujeito.<\/p>\n<p>Em \u201cNota sobre a crian\u00e7a\u201d (1969), ao articular o sintoma com a estrutura familiar, Lacan indica o efeito para a crian\u00e7a da queda do ideal.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>\u201cA dist\u00e2ncia entre a identifica\u00e7\u00e3o com o ideal do eu e o papel assumido pelo desejo da m\u00e3e, quando n\u00e3o tem media\u00e7\u00e3o (aquela que \u00e9 normalmente assegurada pela fun\u00e7\u00e3o do pai), deixa a crian\u00e7a exposta a todas as capturas fantas\u00edsticas. Ela se torna o \u2018objeto\u2018 da m\u00e3e e n\u00e3o mais tem outra fun\u00e7\u00e3o sen\u00e3o a de revelar a verdade desse objeto\u201d. (LACAN, 1969\/2003, p.369).<\/em><\/p>\n<p>A fam\u00edlia vela o traumatismo que est\u00e1 em jogo para o ser falante, ou seja, o gozo. \u00c9 poss\u00edvel averiguar que a pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia pode-se pautar no ideal de ser pai e de ser m\u00e3e como uma solu\u00e7\u00e3o para a impossibilidade da rela\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Diante da indaga\u00e7\u00e3o de algumas mulheres sobre a possibilidade de ser uma boa m\u00e3e ou n\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel pensar que o estatuto da rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e-crian\u00e7a, sob o escudo do drama edipiano e da castra\u00e7\u00e3o, opera uma separa\u00e7\u00e3o entre o sujeito e o objeto, e n\u00e3o uma pretensa rela\u00e7\u00e3o harmoniosa entre a m\u00e3e e o filho. N\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o de completude, pois \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o estruturada entre um a menos, a falta f\u00e1lica, e o outro lado da moeda, o excesso, o mais de gozo. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel um encontro harmonioso, sem mal-entendidos ou desencontros, pois nesta rela\u00e7\u00e3o h\u00e1 o encontro com a falta, com a castra\u00e7\u00e3o, seja do lado da m\u00e3e ou do lado da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Na atualidade, ter um filho-falo n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica forma de satisfa\u00e7\u00e3o. Vive-se do corpo e do excesso no corpo espetacular. O corpo constitui uma fonte de prazer, de gozo inesgot\u00e1vel, e, paradoxalmente, de ang\u00fastia e de sofrimento ps\u00edquico.<\/p>\n<p>Freud introduz o desejo de ter um filho na dial\u00e9tica edipiana, ele n\u00e3o cessa de mostrar que h\u00e1 uma liga\u00e7\u00e3o entre a maternidade e castra\u00e7\u00e3o, assim como n\u00e3o deixa de insistir em que a feminilidade \u00e9 um enigma que resta aberto para a mulher, mesmo com a maternidade. Tal quest\u00e3o parece tomar outro destino para os p\u00f3s-freudianos, que concebem poder a crian\u00e7a vir a ser o objeto capaz de reparar a falta na m\u00e3e, abrindo espa\u00e7o para pensar numa completude poss\u00edvel, a ser reconstru\u00edda na rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e-crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo Lacad\u00e9e (1996, p. 74), os p\u00f3s-freudianos, orientados pela rela\u00e7\u00e3o de objeto, pela rela\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria m\u00e3e-crian\u00e7a e pelo narcisismo prim\u00e1rio, consideram que a rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e-crian\u00e7a \u00e9 essencialmente dual. A crian\u00e7a \u00e9 vista, por esses te\u00f3ricos, como um ser em via de desenvolvimento, um objeto parcial, pronto para a satisfa\u00e7\u00e3o com o objeto \u201cadequado e harmonioso\u201d que a m\u00e3e deve ser, ao aprender a interagir com a onipot\u00eancia da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Uma das vers\u00f5es que Lacan d\u00e1 para a m\u00e3e \u00e9 a de que ela \u00e9 insaci\u00e1vel e amea\u00e7adora por seu poder sem lei. Esta insaciabilidade refere-se ao modo pr\u00f3prio de a mulher tentar tamponar a falta, substituindo o falo pelo filho, opera\u00e7\u00e3o que vai fracassar, pois vai sempre haver um resto irredut\u00edvel de insatisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 na rela\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e que a crian\u00e7a \u00e9 experienciada como o que falta \u00e0 m\u00e3e, ou seja, o falo. Se a m\u00e3e deseja o falo, a crian\u00e7a quer ser esse para satisfaz\u00ea-la, colocando-se no lugar de objeto de desejo dessa m\u00e3e. \u00c9 o desejo dessa que condiciona, estando o filho capturado no lugar de significante primordial do desejo (falo) permitindo \u00e0 mulher sustentar o lugar de m\u00e3e.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise nos orienta que, ao discutir a rela\u00e7\u00e3o de uma mulher com a maternidade, deve-se considerar o car\u00e1ter traum\u00e1tico do encontro do ser vivente com a linguagem, que vai desnaturalizar o ser m\u00e3e e transformar toda m\u00e3e em uma m\u00e3e \u201cdesnaturada\u201d(Brousse, 1993). Desnaturada pela linguagem, pela sua divis\u00e3o constitutiva, pelo seu inconsciente.<\/p>\n<p>De acordo com Miller (2003), um dos efeitos da linguagem \u00e9 o de separar sujeito e corpo, e esse efeito de cis\u00e3o, de separa\u00e7\u00e3o entre sujeito e corpo, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel pela interven\u00e7\u00e3o da linguagem: \u00e9 preciso fazer-se o corpo, n\u00e3o se nasce com um corpo. \u00c9 no corpo mesmo que se faz presente o furo do sexo para as mulheres. Enquanto a mulher freudiana \u00e9 situ\u00e1vel a partir da car\u00eancia f\u00e1lica e de tudo o que vem compens\u00e1-la, por exemplo, a maternidade; na mulher lacaniana se enfatiza antes o que nela existe de suplemento como gozo: estar habitada por um gozo a mais. Esse gozo suplementar tem duas faces: o gozo do corpo, gozo que transborda o gozo localizado do \u00f3rg\u00e3o f\u00e1lico, e o gozo da fala, que \u00e9 o gozo que est\u00e1 no significante, sendo para ele exatamente o gozo erotoman\u00edaco, um gozo sem limite, pois esse necessita que seu objeto fale.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A M\u00e3e e a Met\u00e1fora Paterna<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A m\u00e3e, na met\u00e1fora paterna, \u00e9 reduzida ao desejo, que significa sua fun\u00e7\u00e3o de falta e de perda, \u00e9 aquela que vai e que vem. Na medida em que a crian\u00e7a simboliza, depara-se com o par aus\u00eancia-presen\u00e7a, ou seja, defronta-se com uma m\u00e3e que deseja alhures. H\u00e1 um algo a mais, diz Lacan, a exist\u00eancia de uma simboliza\u00e7\u00e3o primordial da m\u00e3e que vai e vem, o que permite algum acesso ao objeto do seu desejo, o falo. De acordo com o relato de Santiago 2001, o ponto nodal da \u201cmet\u00e1fora paterna\u201d \u00e9:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>\u201cO processo de substitui\u00e7\u00e3o do significante do desejo da m\u00e3e por um significante paterno, que faz do falo a encarna\u00e7\u00e3o da lei do desejo. \u201c\u00c9 do pai que depende a possess\u00e3o, ou n\u00e3o, pelo sujeito materno, desse falo\u201d, Essa \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o da lei da castra\u00e7\u00e3o no plano simb\u00f3lico: a m\u00e3e funda o pai como mediador de seu produto e diz \u201cn\u00e3o\u201d ao gozo, furtando-se a tomar seu objeto \u2013 crian\u00e7a \u2013 unicamente por seu valor de usufruto: \u201ctu n\u00e3o reintegrar\u00e1s teu produto\u201d \u00e9 a lei ed\u00edpica, que se faz, ent\u00e3o, valer.\u201d (Santiago 2001, p.98)<\/em><\/p>\n<p>A met\u00e1fora paterna tem, portanto, a fun\u00e7\u00e3o de dividir o desejo materno, ou seja, fazer com que a crian\u00e7a n\u00e3o seja tudo para a m\u00e3e. Esta met\u00e1fora ser\u00e1 bem sucedida se for preservado o n\u00e3o-todo do desejo feminino, quando o ser da crian\u00e7a n\u00e3o recobre o desejo da mulher. O desejo da m\u00e3e deve se dirigir e ser atra\u00eddo para um homem, o que exige que o pai seja, tamb\u00e9m, um homem (Miller, 1996).<\/p>\n<p>Naveau (2001) afirma que a crian\u00e7a interroga sobre a sua m\u00e3e, uma m\u00e3e que ela divide, \u00e9 no pensamento, no fantasma. Por outro lado, ela \u00e9 sua m\u00e3e, mas n\u00e3o \u00e9 a mulher do pai, pois, segundo Freud, na imagina\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a, a m\u00e3e tem um amante e \u00e9 considerada para o filho como essencialmente uma mulher infiel.<\/p>\n<p>Laurent (1999) argumenta que, em geral, ao se pensar na rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e-crian\u00e7a, geralmente se fala da maternagem e n\u00e3o da sexualidade feminina. Entretanto, ele alerta, seria preciso pensar nos avatares da rela\u00e7\u00e3o de uma m\u00e3e com seu filho e deslocar o acento da m\u00e3e para a mulher. Enquanto os homens falam das suas amantes, as mulheres se queixam dos seus rebentos. A crian\u00e7a parece ocupar o lugar da sexualidade das mulheres.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Concluindo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O lugar que o filho ocupar\u00e1 para a m\u00e3e vai depender do lugar que o inconsciente materno dar\u00e1 ao objeto surgido no real. Para a m\u00e3e, o desejo, que sustenta o fantasma e o gozo, tem a ver com o imposs\u00edvel de dizer e s\u00f3 \u00e9 acess\u00edvel pela interpreta\u00e7\u00e3o que a crian\u00e7a far\u00e1 do discurso, no qual est\u00e1 envolvida.<\/p>\n<p>Miller (1998) aponta que transformar-se em m\u00e3e \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o pelo lado do ter. Ser m\u00e3e de seus filhos pode significar para uma mulher existir como A mulher, enquanto aquela que tem, a mulher rica.<\/p>\n<p>As queixas apresentadas pelas m\u00e3es na escola do filho apontam para diversos percursos trilhados por essas mulheres em busca da feminilidade, para a verdade singular de cada m\u00e3e\/mulher.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>BROUSSE, M. H. (1993). Femme ou m\u00e8re? La Cause Freudienne, jun, 30-3.<\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1931). Sexualidade feminina. In Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras completas de Sigmund Freud (J. Salom\u00e3o, trad.) (Vol. 21). Rio de Janeiro, RJ: Imago, 1976.<\/h6>\n<h6>___________ (1932). Feminilidade. In Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras completas de Sigmund Freud (J. Salom\u00e3o, trad.) (Vol. 22). Rio de Janeiro, RJ: Imago, 1976.<\/h6>\n<h6>LACAD\u00c9E, P. (1996). Duas refer\u00eancias essenciais de J. Lacan sobre o sintoma da crian\u00e7a. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, 17, 74-82.<\/h6>\n<h6>LACAN, Jacques (1969). Duas notas sobre a crian\u00e7a (Ana Lydia Santiago trad.). Op\u00e7\u00e3o lacaniana n. 21. abr-1998, pp. 5-6.<\/h6>\n<h6>___________(1958) \u201cSignifica\u00e7\u00e3o do falo, A\u201d in Escritos, Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.<\/h6>\n<h6>LAURENT, E. O analista cidad\u00e3o. Curinga: Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, n. 13, p. 12-19, 1999.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. (1997). Lacan elucidado. Rio de Janeiro, RJ: Zahar.<\/h6>\n<h6>___________ (1998). A crian\u00e7a entre a mulher e a m\u00e3e (Ana Lydia Santiago trad.). Op\u00e7\u00e3o lacaniana n. 21, abr.- 1998, pp. 7-12.<\/h6>\n<h6>NAVEAU, Pierre. A crian\u00e7a entre a m\u00e3e e a mulher. A crian\u00e7a entre a m\u00e3e e a mulher. Belo Horizonte: Curinga, 2001.<\/h6>\n<h6>SANTIAGO, Ana Lydia Bezerra. \u201cA mulher, a m\u00e3e sua crian\u00e7a e outras fic\u00e7\u00f5es\u201d In: Revista Curinga \u2013 A Crian\u00e7a entre a m\u00e3e e a mulher. Belo Horizonte, Escola Brasileira de Psican\u00e1lise \u2013 MG, abr\/2001, p. 94.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>MAGDA H. B. CASAROTTI<\/strong><\/h6>\n<h6>Aluna do M\u00f3dulo III do Curso de Psican\u00e1lise do INSTITUTO DE PSICAN\u00c1LISE E SA\u00daDE MENTAL DE MINAS GERAIS<\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MAGDA H. B. CASAROTTI De Onde V\u00eam as M\u00e3es? Os impasses que hoje vivem as m\u00e3es trazem \u00e0 tona um n\u00e3o saber fazer com o filho. No servi\u00e7o de psicologia e dire\u00e7\u00e3o escolar de uma escola de Educa\u00e7\u00e3o Infantil, as perguntas mais frequentes s\u00e3o: como devo agir com esta crian\u00e7a? 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