{"id":915,"date":"2017-03-17T06:57:21","date_gmt":"2017-03-17T09:57:21","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=915"},"modified":"2025-12-01T16:32:08","modified_gmt":"2025-12-01T19:32:08","slug":"o-escabelo-de-francois-augieras-escritura-e-pintura-do-corpo-do-de-lito-de-leito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2017\/03\/17\/o-escabelo-de-francois-augieras-escritura-e-pintura-do-corpo-do-de-lito-de-leito\/","title":{"rendered":"O Escabelo De Fran\u00e7ois Augi\u00e9ras: Escritura E Pintura Do Corpo Do De-Lito (De-Leito)"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>PHILIPPE LACAD\u00c9E<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<p><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/medium_l_ange_et_le_moissonneur.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"360\" data-large_image_height=\"284\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-916\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/medium_l_ange_et_le_moissonneur.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"284\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/medium_l_ange_et_le_moissonneur.jpg 360w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/medium_l_ange_et_le_moissonneur-300x237.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>FRAN\u00c7OIS AUGI\u00c9RAS<\/strong><\/h6>\n<p><strong>O escabelo de Fran\u00e7ois Augi\u00e9ras: escritura e pintura do corpo do de-lito (de-leito)[1]<\/strong><\/p>\n<p>PHILIPPE LACAD\u00c9E<\/p>\n<p>Augi\u00e9ras nasceu em 1925, nos USA, e morreu em 1971 numa grande precariedade, em Domme, bem pr\u00f3ximo de sua gruta, onde ele amava se refugiar. Ele havia escrito na nota biogr\u00e1fica de seu livro Viagem ao Monte Athos[2]que, tendo abandonado seus estudos aos quinze anos, \u201cele se volta rapidamente para uma esp\u00e9cie de vagabundagem\u201d[3]. No decorrer da vagabundagem que orienta sua vida, ele escreve ter encontrado lugares determinantes para abrigar sua \u201csolid\u00e3o extrema\u201d e \u201csua crueldade da vida\u201d. Seu primeiro lugar \u00e9 aquele do deserto em El-Gol\u00e9a, exposto a c\u00e9u aberto, depois a gruta da Montanha Santa do Monte Athos e, no final de sua vida, a gruta de Domme. S\u00e3o lugares fontes do Apelo e do Despertar da l\u00f3gica de sua obra-vida. Como ele escrever\u00e1, desde seu primeiro livro, O velho e a crian\u00e7a[4], que surge no cora\u00e7\u00e3o da Pedra do deserto, h\u00e1 nele uma esp\u00e9cie de equa\u00e7\u00e3o a ser resolvida em rela\u00e7\u00e3o a essa f\u00f3rmula estranha \u2013 O velho e a crian\u00e7a. Ela se imp\u00f5e para ele na escritura de sua vida fora da norma: verdadeira trajet\u00f3ria rimbaudiana sustentada pela frase de Artur Rimbaud no fim de sua poesia Vagabundos, \u201ceu apressado para encontrar o lugar e a f\u00f3rmula\u201d[5].<\/p>\n<p>Em maio de 1925, seu pai, Pierre, morre de apendicite aguda em tr\u00eas dias, no hospital de Rochester, quando sua m\u00e3e estava gr\u00e1vida dele. Ela jamais ir\u00e1 se recuperar desse traumatismo (troumatisme)[6] que veio esburacar com um real inassimil\u00e1vel sua vida. Os significantes Pierre e Rochester[7], enla\u00e7ados ao nome de seu pai assim como ao lugar de sua morte e de seu nascimento, foram determinantes para Fran\u00e7ois, que testemunhar\u00e1 (ou falar\u00e1) muitas vezes o impacto da resson\u00e2ncia dessas palavras nele pr\u00f3prio. Alguma coisa da Pedra (Pierre) que ele poderia ser para sua m\u00e3e e da Rocha (Roche) que o acolher\u00e1 no fim de sua vida foram pontos de apoio da mot\u00e9rialit\u00e9[8] da l\u00edngua que vieram arrematar[9] eu nascimento com a escritura e com as err\u00e2ncias de seu percurso na natureza.<\/p>\n<p>Face \u00e0 car\u00eancia real de seu pai, a isso de seu pai que n\u00e3o foi jamais transmitido, sua solu\u00e7\u00e3o foi a de inventar sua pai-vers\u00e3o[10] na f\u00f3rmula de O velho e a crian\u00e7a, criada a partir da figura de seu tio Marcel. \u00c9 a esse coronel aposentado, especialista em astrologia e criador de um museu no forte de El-Gol\u00e9a, a esse velho cego que ele escreve se oferecendo como seu objeto de gozo, crian\u00e7a escrava. A inven\u00e7\u00e3o dessa rela\u00e7\u00e3o lhe serve para estabelecer seu pacto de gozo com o C\u00e9u, via o corpo de seu tio. Ela \u00e9 o que sustentar\u00e1 sua escrita; ele retorna a ela sem cessar, na necessidade de apreender o que ele nomear\u00e1 seu \u201cestranho jornal de artista\u201d. \u201cQuando um ensaio \u00e9 mais verdadeiro que um relato ningu\u00e9m desconfia, ou admite. Sou somente um b\u00e1rbaro e vivi muito s\u00f3[11]\u201d. Como diz Lacan de Joyce, \u201cO que ele escreve \u00e9 a consequ\u00eancia daquilo que ele \u00e9. Mas at\u00e9 onde vai isso?[12]\u201d. E \u201cQuando se escreve, pode-se muito bem tocar o real, e n\u00e3o o verdadeiro[13]\u201d.<\/p>\n<p>Sua solu\u00e7\u00e3o, a considerar em termos de um sinthoma, como disse Lacan para Joyce, foi de escrever uma obra-vida incluindo A via do real que se impunha para ele.<\/p>\n<p>Ele encontrou em El-Gol\u00e9a O lugar para realizar, no real de sua carne viva, a frase de Rimbaud \u201ceu apressado para encontrar o lugar e a f\u00f3rmula[14]\u201d. O lugar \u00e9 o Leito de ferro do tio colocado no alto de sua habita\u00e7\u00e3o, sob o c\u00e9u, lugar de sua experi\u00eancia de gozo, lugar do delito (d\u00e9-lit, do leito) de sua Esta\u00e7\u00e3o no inferno. O Leito de ferro \u00e9 seu pedestal, seu escabelo[15], o que lhe permite elevar sua vida, como \u201cArte do surgimento\u201d \u00e0 dignidade da Coisa escrita e pintada[16]. Ele se realiza como o artista delinquente, do qual ele n\u00e3o cessar\u00e1 de fazer o retrato, encontrando a sublima\u00e7\u00e3o de uma escritura e de uma pintura em que ele ser\u00e1 aquele que se cr\u00ea mestre de seu ser, alojado em Uma f\u00f3rmula. A f\u00f3rmula O velho e a crian\u00e7a sustentar\u00e1 at\u00e9 o fim toda sua escritura[17]. \u201cO velho e a crian\u00e7a: a f\u00f3rmula canta \u00e0s vezes em minha cabe\u00e7a, sem nada evocar de preciso; mas isso me pertence de alguma maneira, \u2018isso\u2019 me vem de uma vida\u201d, mais precisamente \u201cMinha mais bela obra de arte seria minha vida[18]\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSeu desejo de ser um artista que ocuparia todo o mundo\u201d da literatura, e de modo provocante, \u201cn\u00e3o \u00e9 exatamente o compensat\u00f3rio do fato que, digamos seu pai n\u00e3o foi jamais para ele um pai?\u201d. Seu pai morto n\u00e3o lhe ensinou nada, e sua m\u00e3e, de mais a mais, negligenciou aproximadamente todas as coisas.<\/p>\n<p>Para Joyce, \u201cN\u00e3o h\u00e1 nisso alguma coisa como uma compensa\u00e7\u00e3o dessa demiss\u00e3o paterna, dessa Verwerfung de fato, no fato de Joyce ter se sentido imperiosamente chamado?[19]\u201d.<\/p>\n<p>No apelo imperioso da natureza, Augi\u00e8ras encontra a certeza do apelo de Deus. \u201cEscuto o apelo vindo dos astros e \u00e9 em mim primeiramente que suspeito que uma nova ra\u00e7a nasceu[20]\u201d.<\/p>\n<p>Em A via do real da natureza, Augi\u00e9ras escuta em eco, no cerne do \u00edntimo de seu ser, o apelo disso que h\u00e1 nele de Sagrado e de Luz Primordial.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o do apelo \u00e9 \u201ca mola pr\u00f3pria pela qual o nome pr\u00f3prio \u00e9, nele, alguma coisa estranha\u201d[21] de onde o surgimento de seu estranho jornal com o nome de Abdallah Chaamba, seu novo nome de escritor, \u00e9 o mais perto poss\u00edvel da Pedra do deserto.<\/p>\n<p>Augi\u00e9ras se encarrega com gravidade desse apelo de Deus e da natureza, \u00e9 seu Outro. \u201cO Outro do qual se trata se manifesta em Joyce por isso que em suma ele \u00e9 encarregado do pai\u201d.<\/p>\n<p>Para Augi\u00e9ras, esse Outro bem al\u00e9m do pai, ou de seu substituto, o tio, \u00e9 o Deus do universo, o Deus do C\u00e9u do qual ele sentiu o Apelo e do qual ele est\u00e1 encarregado. \u201cDeus quer me ensinar alguma coisa[22]\u201d. O C\u00e9u, esse Deus dos astros, ele deve sustent\u00e1-lo para que ele subsista. Ele vai faz\u00ea-lo por sua Arte, que \u00e9 o que, desde o rec\u00f4ndito dos tempos, aparece-nos sempre como nascida do artes\u00e3o ou do pintor primitivo da caverna \u2013 da\u00ed sua paix\u00e3o pela pintura. Ele vai \u201cilustrar o esp\u00edrito incriado de minha ra\u00e7a\u201d, pela qual ele vai criar sua Arte do surgimento e se apresentar como o artista delinquente. Ent\u00e3o, Augi\u00e9ras, como tamb\u00e9m Joyce, \u201cse d\u00e3o a miss\u00e3o\u201d[23], \u201cA imagina\u00e7\u00e3o de ser O Redentor, pelo menos em nossa tradi\u00e7\u00e3o, \u00e9 o prot\u00f3tipo da pai-vers\u00e3o. Na medida em que h\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o de filho com pai, surge essa ideia tresloucada do redentor, e isso h\u00e1 muito tempo. O sadismo \u00e9 para o pai, o masoquismo \u00e9 para o filho[24]\u201d.<\/p>\n<p>Seu primeiro livro, O velho e a crian\u00e7a, matriz original de toda sua obra, ilustra como se desembara\u00e7a de toda servid\u00e3o vinda do Outro, de sua m\u00e3e ou dos padres da igreja, e ressuscita nele o estado de esp\u00edrito Sagrado do homem primitivo que apareceu como um acontecimento e uma revela\u00e7\u00e3o na crian\u00e7a \u00e1rabe. Ele se incarna no nascimento da escritura, segundo a ideia tresloucada do Redentor ter ele mesmo sido transformado, uma vez, em um jovem \u00e1rabe selvagem. Ele cria para si um novo nome na literatura, Abdallah Chaamba, crian\u00e7a sagrada surgida no real de sua \u201cescriatura\u201d (\u00e9criature)[25]. \u00c9 para ele \u201cuma tentativa de resgate pela literatura[26]\u201d. Mais tarde ele pensar\u00e1 ser O homem Novo encarnando o plano divino, seja A claridade da Luz primordial.<\/p>\n<p>Depois de alguns anos, encontro nas profundezas de minha consci\u00eancia uma zona de luz interna, eterna, divina. Qual nome lhe dar? Minha miss\u00e3o nesse Mundo, e nessa vida, \u00e9 talvez ser um escritor profundamente religioso \u2013 n\u00e3o crist\u00e3o \u2013 e, por esse fato, capaz de alcan\u00e7ar almas eternamente estrangeiras ao cristianismo. Estou persuadido que essa defini\u00e7\u00e3o de meu papel nesse s\u00e9culo \u00e9 o essencial de meu esfor\u00e7o \u2013 e que n\u00e3o h\u00e1 nada mais para esperar de mim[27]\u201d.<\/p>\n<p>Ele procurava um regime de esp\u00edrito para al\u00e9m das religi\u00f5es que ele rejeitava. Para isso, lhe era preciso se deixar possuir, por isso que ele nomear\u00e1 o real \u2013 o real da natureza, ou real mais \u00edntimo, aquele de sua carne transbordada por um gozo do vivente ca\u00f3tico e fora do sentido. \u201cUm ponto fr\u00e1gil de meu destino sendo quase unicamente uma sensualidade por vezes bastante pesada[28]\u201d.<\/p>\n<p>Ele nomeia a gravidade essa sensualidade fora de sentido que nele estava em jogo. Ele n\u00e3o cessar\u00e1 de entrar em rela\u00e7\u00e3o com a pot\u00eancia vital e gozo da natureza, porquanto de modo extimo[29], o real da natureza era o cora\u00e7\u00e3o dele mesmo. Ele tinha nele essa sensa\u00e7\u00e3o de um gozo fora da norma, dado que sem limite. Ele ia at\u00e9 mesmo oferecer seu corpo \u00e0 \u00e1rvore, ou \u00e0queles elementos naturais que ele encontrava, para a\u00ed ressuscitar em sua energia vital. Sua rela\u00e7\u00e3o com a natureza lhe causava transportes de gozo, podendo ir at\u00e9 o \u00eaxtase da metamorfose, como ele a descrever\u00e1 em Viagem ao Monte Athos. Ele n\u00e3o vai querer jamais renunciar \u00e0 caracter\u00edstica sagrada do gozo do selvagem primitivo ou de seu feliz del\u00edrio sonoro sagrado, rejeitando tudo o que a civiliza\u00e7\u00e3o ocidental vinha ocidentalizar sua verdadeira vida. Est\u00e1 a\u00ed A via do real como experi\u00eancia do sagrado, \u201cEu coloquei minha alma e meu destino entre as m\u00e3os Daquele que \u00c9, lhe dizendo fa\u00e7a de mim o que bem lhe pare\u00e7a26\u201d. Levado por esse Deus que lhe traz um imenso deleite, ele vive, no cora\u00e7\u00e3o de sua obra-vida incarnada, um outro regime de esp\u00edrito do qual sua escritura e sua pintura foram assombradas, e do qual ele consente testemunhar para a salva\u00e7\u00e3o dos homens, uma vez que essa era sua Miss\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6>Tradu\u00e7\u00e3o: Cristiana Pittella<\/h6>\n<h6>Revis\u00e3o: Bruna Sim\u00f5es de Albuquerque e Pedro Braccini Pereira<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>[1] NT: O autor faz uma escans\u00e3o com a palavra d\u00e9lit (delito) \u2013 d\u00e9-lit. Faz ressoar o equ\u00edvoco d\u00e9-lit (delito) com d\u00e9-lit (do leito), pois o delito de Augi\u00e9ras se passa no leito do tio. Ele se nomeava ele mesmo de \u201cArtista delinq\u00fcente\u201d. Encontramos na fic\u00e7\u00e3o O velho e a crian\u00e7a a import\u00e2ncia desse leito de ferro.<\/h6>\n<h6>[2] Voyage au Mont Athos.<\/h6>\n<h6>[3] AUGI\u00c9RAS, F. Voyage au Mont Athos. Grasset, 1996, p. 12.<\/h6>\n<h6>[4] Le vieillard et l\u2019enfant.<\/h6>\n<h6>[5] RIMBAUD, A. \u201cVagabonds\u201d In: Arthur Rimbaud, \u0152uvre-vie. Editions du centenaire Arl\u00e9a, 1991, p. 349 e Livre Lac, cf. cap\u00edtulo 1, nota 6.<\/h6>\n<h6>[6] NT: Neologismo inventado por Lacan J., cf. Le s\u00e9minaire Les non-dupes errent, 19-02-1974.<\/h6>\n<h6>[7] NA: Escolhi escrever em letra mai\u00fascula os significantes pedra e rocha porque, para Augi\u00e9ras, significam a resson\u00e2ncia do prenome de seu pai, bem como seu lugar de morte, o que teria para ele um valor de uma letra sobre a qual ele construir\u00e1 um valor de gozo como fonte original de sua vis\u00e3o do real.<\/h6>\n<h6>[8] NT: Neologismo de Lacan que evoca em sua sonoridade a materialidade da palavra (mot\u00e9rialit\u00e9), do significante.<\/h6>\n<h6>[9] NT: Em franc\u00eas o verbo utilizado foi \u201ccapitonner\u201d, que remete \u00e0 costura cl\u00e1ssica de estofados \u201ccapiton\u00ea\u201d.<\/h6>\n<h6>[10] NT: P\u00e8re-version, jogo de palavras de Lacan com \u201cpervers\u00e3o\u201d.<\/h6>\n<h6>[11] AUGI\u00c9RAS, F. Voyage des morts. Grasset, 2000, p. 15.<\/h6>\n<h6>[12] LACAN, J. \u201cLe S\u00e9minaire, livre xxiii\u201d, Le sinthome, 1975-1976, texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. \u00c9ditions du Seuil, mar. 2005, p. 79.<\/h6>\n<h6>[13] Ibid, p 80.<\/h6>\n<h6>[14] RIMBAUD, A. \u201cVagabonds\u201d, \u0152uvre-vie. Editions du centenaire estabelecido por Alain Borer. Arl\u00e9a, 1991, p. 349.<\/h6>\n<h6>[15] LACAD\u00c9E, P. Fran\u00e7ois Augi\u00e9ras: l\u2019homme solitaire et la voie du r\u00e9el. Editions Mich\u00e9le 2O16, Avant-propos, nota 8.<\/h6>\n<h6>[16] cf LACAD\u00c9E, P. Op cit. Avant-propos.<\/h6>\n<h6>[17] ibid, p. 84-85.<\/h6>\n<h6>[18] LACAD\u00c9E, P. Op cit., 86.<\/h6>\n<h6>[19] LACAN, J. Le sinthome, p. 89.<\/h6>\n<h6>[20] AUGI\u00c9RAS, F. Adolescence au temps du Mar\u00e9chal, Editions de la diff\u00e9rence, 2001, p. 160.<\/h6>\n<h6>[21] LACAN, J. Le sinthome, p. 89.<\/h6>\n<h6>[22] AUGI\u00c9RAS, F. \u201cLettre du 14 Mars 1969, \u00e0 Pierre-Charles Nivi\u00e8re\u201d In: La Nouvelle Revue Fran\u00e7aise, Jan. 2OO1, n\u00ba 556, p. 90.<\/h6>\n<h6>[23] LACAN, J. Le sinthome, op. cit. p. 22.<\/h6>\n<h6>[24] Ibid, p. 85.<\/h6>\n<h6>[25] NT: \u201cescriatura\u201d \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o do autor, jun\u00e7\u00e3o de \u00e9criture e creature.<\/h6>\n<h6>[26] LACAD\u00c9E, P. op, cit. p. 103.<\/h6>\n<h6>[27]AUGI\u00c9RAS, F. \u201cLettre du 4 Janvier 1969 \u00e0 Pierre Charles Nivi\u00e8re\u201d In: La Nouvelle Revue Fran\u00e7aise, op, cit., p 84.<\/h6>\n<h6>[28] Ibid, p. 87.<\/h6>\n<h6>[29] LACAN, J. \u201cLe S\u00e9minaire, livre vii\u201d In: L\u2019\u00e9thique de la psychanalyse, 1959-1960, texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. \u00c9ditions du Seuil, 1998, p. 167.<\/h6>\n<h6>Neologismo inventado por Lacan.<\/h6>\n<h6>26 AUGI\u00c9RAS F. \u201cLettre du 14 Mars 1969, \u00e0 Pierre Charles Nivi\u00e9re\u201d In: La Nouvelle Revue Fran\u00e7aise, op. cit. p. 88.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>PHILIPPE LACAD\u00c9E<\/strong><\/h6>\n<h6>Psicanalista em Bordeaux, AME, membro da ECF e NLS e da AMP. E-mail:\u00a0<span id=\"cloak39cbdf25960f763944c5bcf4b0d42b9c\"><a href=\"mailto:phlacadee@wanadoo.fr\">phlacadee@wanadoo.fr<\/a><\/span><\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PHILIPPE LACAD\u00c9E FRAN\u00c7OIS AUGI\u00c9RAS O escabelo de Fran\u00e7ois Augi\u00e9ras: escritura e pintura do corpo do de-lito (de-leito)[1] PHILIPPE LACAD\u00c9E Augi\u00e9ras nasceu em 1925, nos USA, e morreu em 1971 numa grande precariedade, em Domme, bem pr\u00f3ximo de sua gruta, onde ele amava se refugiar. 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