{"id":978,"date":"2017-07-17T06:57:40","date_gmt":"2017-07-17T09:57:40","guid":{"rendered":"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/new\/?p=978"},"modified":"2025-12-01T16:25:04","modified_gmt":"2025-12-01T19:25:04","slug":"conter-e-contar-a-vida-secreta-das-palavras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/index.php\/2017\/07\/17\/conter-e-contar-a-vida-secreta-das-palavras\/","title":{"rendered":"Conter E Contar A Vida Secreta Das Palavras"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"uk-margin-large-top uk-margin-remove-bottom uk-text-center uk-article-title\"><\/h1>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<h6><strong>ADMARDO BONIF\u00c1CIO GOMES J\u00daNIOR<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"uk-margin-medium-top\">\n<p><strong><a class=\"dt-pswp-item\" href=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9-ADMARDO-FILME-full-the-secret-life-of-words.jpg\" data-dt-img-description=\"\" data-large_image_width=\"936\" data-large_image_height=\"616\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-979\" src=\"http:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9-ADMARDO-FILME-full-the-secret-life-of-words.jpg\" alt=\"\" width=\"936\" height=\"616\" srcset=\"https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9-ADMARDO-FILME-full-the-secret-life-of-words.jpg 936w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9-ADMARDO-FILME-full-the-secret-life-of-words-300x197.jpg 300w, https:\/\/institutopsicanalise-mg.com.br\/revista_almanaque\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/9-ADMARDO-FILME-full-the-secret-life-of-words-768x505.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 936px) 100vw, 936px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>ADMARDO &#8211; FILME FULL-THE-SECRET-LIFE-OF-WORDS<\/strong><\/p>\n<p>A vida secreta das palavras, filme dirigido por Isabel Coixet, conta a hist\u00f3ria de Hanna (Sarah Polley), uma mulher de 30 anos, parcialmente surda, solit\u00e1ria, silenciosa e fechada em seu mundo. Empregada exemplar em uma f\u00e1brica t\u00eaxtil, um dia, no fim de uma jornada de trabalho, \u00e9 advertida por um colega, que a faz ligar seu aparelho de surdez, pois est\u00e1 sendo chamada, pelo servi\u00e7o de alto falante, para comparecer \u00e0 diretoria. L\u00e1, \u00e9 convencida pelo diretor a tirar um m\u00eas de f\u00e9rias. H\u00e1 press\u00e3o do sindicato e dos colegas contra seu padr\u00e3o excessivamente adequado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o. Seguindo a sugest\u00e3o de seu chefe, ela segue de f\u00e9rias a um pequeno povoado costeiro. Antes de sua partida, vemos Hanna em casa, comendo os mesmos nuggets, arroz e meia ma\u00e7\u00e3 de sua refei\u00e7\u00e3o di\u00e1ria. Na bagagem para a viagem, ela coloca v\u00e1rios sabonetes, todos iguais, como elementos que comp\u00f5em uma r\u00edgida rotina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No local das f\u00e9rias, ela escuta, da conversa de um desconhecido ao telefone, que est\u00e3o precisando de uma enfermeira para cuidar de um trabalhador acidentado em uma plataforma petrol\u00edfera em pleno alto mar, longe da civiliza\u00e7\u00e3o. Decidida do que fazer com o vazio do tempo das f\u00e9rias, ela se oferece para o trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hanna se expressa pouco. Seu rosto tem sempre a mesma express\u00e3o s\u00e9ria, entristecida e concentrada. As poucas palavras que fala denotam uma objetividade quase constrangedora. Aos poucos, descobrimos que Hanna \u00e9 enfermeira, trabalhou com pacientes queimados e \u00e9 estrangeira. Mas h\u00e1 muito mais a descobrir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na plataforma de petr\u00f3leo desativada devido a um recente acidente, ela encontra seu paciente, Josef (Tim Robbins), um homem que sofreu uma s\u00e9rie de queimaduras que o deixaram temporariamente cego e bastante comprometido para uma remo\u00e7\u00e3o at\u00e9 um hospital. No primeiro contato entre os dois, Josef, cego, procura, com as palavras, se aproximar de Hanna e criar alguma imagem da mulher que lhe cuida, n\u00e3o sem tentar estabelecer com ela alguma intimidade. Os contatos entre os dois personagens s\u00e3o estabelecidos entre os cuidados medicinais prestados por Hanna e as constantes quest\u00f5es que Josef lhe faz sobre sua vida e seu cotidiano. Ela se restringe \u00e0s obriga\u00e7\u00f5es de enfermeira, sem respostas, sem intimidade, sem nem mesmo dizer seu nome, que Josef tentara adivinhar e acaba por nome\u00e1-la Cora: o nome de uma freira que cuidou de um jovem e que, diante da morte dele, descobre que o amava.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um belo e delicado encontro come\u00e7a a se estabelecer entre esses dois personagens, no qual a cegueira tempor\u00e1ria de Josef, que lhe imp\u00f5e a necessidade de recriar as imagens de seu mundo com as palavras, se depara com mundo particular de Hanna, um meio mantido sob controle, como que ao alcance do bot\u00e3o de seu aparelho de surdez. Nesse encontro, entre a audi\u00e7\u00e3o \u2013 agora necess\u00e1ria para Hanna \u2013 e a fala como \u00fanico recurso para Josef, imobilizado e cego, as palavras ganham uma inigual\u00e1vel for\u00e7a vital e desvelam segredos. Aos poucos, as frases engra\u00e7adas, brincadeiras e piadas que Josef cria no contato com Hanna v\u00e3o fazendo sua express\u00e3o facial mudar, pequenos sorrisos se esbo\u00e7am e algumas confiss\u00f5es tomam o lugar do sil\u00eancio e da r\u00edgida defesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os ent\u00e3o habitantes da plataforma de petr\u00f3leo s\u00e3o Hanna e Josef, um ganso que se chama Lisa e mais seis homens: Simon, Abdul, Dimitri, Martin, Scott e Liam. Vamos, aos poucos, conhecendo a singular hist\u00f3ria de cada um desses portadores da vida secreta das palavras. Personagens cujos trabalhos lhes preservam a solid\u00e3o como forma de viver em paz. Simon \u00e9 um ex\u00edmio cozinheiro e diz que, para suportar o t\u00e9dio do local e n\u00e3o ficar louco, cozinha pratos de diferentes nacionalidades, ao som das m\u00fasicas de cada pa\u00eds a ser representado na culin\u00e1ria. Martin \u00e9 ocean\u00f3grafo e gosta de jogar basquete sozinho. Seu trabalho \u00e9 medir, pelas ondas que se chocam contra a plataforma todos os dias, a for\u00e7a do mar. Scott e Liam cuidam da casa de m\u00e1quinas, t\u00eam, cada um, suas fam\u00edlias e filhos e vivem ali, na plataforma, uma rela\u00e7\u00e3o amorosa. Abdul trata da limpeza. Delicadamente, Hanna se integra \u00e0queles habitantes exatamente por se sentir confort\u00e1vel em meio a seus inabituais, mas familiares sil\u00eancios e palavras, repletos de solid\u00e3o e lembran\u00e7as.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dimitri \u00e9 o encarregado geral e \u00e9 quem um dia relata, a pedido de Hanna, o acidente que feriu Josef e matou o melhor amigo deste. As palavras de Dimitri sobre a morte do amigo de Josef s\u00e3o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>Esse homem queria se matar. Se lan\u00e7ou \u00e0s chamas. Josef tentou salv\u00e1-lo, mas\u2026 tudo aconteceu muito r\u00e1pido. Todos vimos ele se jogando \u00e0s chamas. N\u00e3o dissemos \u00e0 companhia tudo o que se passou. Deixamos que pensassem que foi um acidente. Esse homem deixou uma mulher e dois filhos. Por que dizer a verdade? Deixamos que pensassem que morreu acidentalmente. Isso deixaria dinheiro para a fam\u00edlia. E\u2026 no fundo\u2026 tudo \u00e9 um acidente.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O filme segue. H\u00e1 muito mais para contar, mas pensemos sobre a fun\u00e7\u00e3o subjetiva do trabalho. O que A vida secreta das palavras nos permite desvelar dessa fun\u00e7\u00e3o? Parece-nos que, se pensarmos o trabalho como \u201cuso de si\u201d (SCHWARTZ, 2000), ele \u00e9 inteiramente uma reflex\u00e3o sobre muita coisa do que se passa a\u00ed. \u00c9 um filme em que fica claro que as escolhas poss\u00edveis que cada pessoa faz ali, no campo do trabalho, diz muito sobre a dimens\u00e3o subjetiva de cada uma delas. A diretora Isabel Coixet soube trazer para a hist\u00f3ria toda a dram\u00e1tica do uso que cada personagem faz ali, de si, na rela\u00e7\u00e3o com o trabalho. No filme, trabalho e vida n\u00e3o se separam, eles est\u00e3o na mesma plataforma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois que descobrimos alguns dos segredos das palavras que contam a hist\u00f3ria de Hanna, entendemos melhor o uso que a personagem parece fazer de si na f\u00e1brica t\u00eaxtil. O trabalho ali \u00e9 o da conten\u00e7\u00e3o, na repeti\u00e7\u00e3o de uma rotina sem muita inven\u00e7\u00e3o. A mesma comida todos os dias, o mesmo trabalho repetitivo, quatro anos sem aparente interrup\u00e7\u00e3o. Tudo isso indica cumprir uma fun\u00e7\u00e3o. Seu modo sintom\u00e1tico de viver busca amarrar registros por demais disjuntos pelos traumas vividos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A vida secreta das palavras de Hanna na f\u00e1brica segue seu rumo, organizado de forma a conter. Manter dentro de si. Sob certo uso. Sem risco de transbordar e inundar a vida de l\u00e1grimas. Mas eis que algo interrompe sua surdez tamb\u00e9m controlada. O eventual, a conting\u00eancia, o inesperado, o acidental: as f\u00e9rias for\u00e7adas que a conduzem ao litoral. No \u00f4nibus, a caminho das f\u00e9rias, podemos ver Hanna bordando um peda\u00e7o de pano. Nesse novo lugar, o trabalho de bordado \u00e9 dispensado numa lixeira. Pren\u00fancio de um novo uso de si? Do uso de conter para o uso de contar a vida secreta das palavras? \u201dSou enfermeira\u201d, diz Hanna, ao seu vizinho de mesa cuja conversa ela ouvia. \u00c9 surpreendente a forma decidida com que Hanna se apresenta. Naquele momento, as palavras servem para contar algo de muito importante da sua hist\u00f3ria. Sou enfermeira. Um significante que a nomeia. Uma palavra que a identifica, e cujo emprego acaba por exp\u00f4-la ao trabalho de contar sua vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O trabalho de enfermeira reenvia Hanna a sua vida no ponto em que ela foi paralisada. Onde ela brutalmente foi obrigada a se conter. Uma forma\u00e7\u00e3o interrompida pela guerra. Uma escolha impedida. Um projeto de uso de si violentamente abortado. Retomar essa atividade, esse uso de seu corpo na fun\u00e7\u00e3o de cuidar do outro, parece ir, aos poucos, permitindo fazer conviver experi\u00eancias incomunic\u00e1veis: o antes e o depois das atrocidades vividas, as marcas indel\u00e9veis das torturas sofridas na guerra. Nesse trabalho, um novo uso do corpo, que lhe exige reordenar, com as palavras, as novas experi\u00eancias do encontro com algu\u00e9m que lhe demanda cuidado e afeto. Um encontro no qual o amor e a confian\u00e7a permitem que ela possa dizer, afinal, algo de seu trabalho e de si. Numa manh\u00e3, Hanna, ao limpar o corpo de Josef, relata:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><em>Quando estudava em Dubrovnik, sempre temia o momento de limpar os pacientes. Sentia-me desconfort\u00e1vel\u2026 pensando que eles estavam com vergonha. Mas percebi que as pessoas gostam de estar limpas. N\u00e3o importa como voc\u00ea os limpa\u2026 ou quem limpa, eles gostam de estar nas suas m\u00e3os. Gostam de te confiar o seu corpo. Como se dissessem: \u00c9 apenas o meu corpo. S\u00f3 um corpo. Voc\u00ea nunca vai saber o que penso realmente, quem sou.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a frase que desencadeia a sequ\u00eancia de palavras que descortinam algumas das doses do horror guardadas em segredo pela personagem. Na cena, Hanna diz dos cortes e cicatrizes que levaram \u00e0 morte aquela que vivia com ela e que era sua melhor amiga. E ela desnuda seu corpo para que seu paciente, cego, possa tocar e sentir as cicatrizes que o marcam. A \u00faltima palavra dita nessa sequ\u00eancia responde \u00e0 pergunta de Josef \u201cComo se chamava a tua amiga?\u201d: \u201cHanna\u201d, ela responde. S\u00f3 ent\u00e3o Josef p\u00f4de saber seu nome. Nesse ato, corpo, hist\u00f3ria e nome se enla\u00e7am. Amor e trabalho, nesse momento, parecem cumprir mais um passo no caminho da sublima\u00e7\u00e3o da puls\u00e3o de morte contida e contada nesse corpo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estar\u00edamos a\u00ed frente a um novo uso do trabalho enquanto significante mestre S1, que parece conter a vida da personagem? Podemos pensar que retomar no corpo os gestos do saber-fazer de sua escolha profissional de enfermeira a convoca a contar a vida em um novo uso de si?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lembremos de Freud (1930) em O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o, da \u00eanfase concedida ao trabalho, da livre escolha, do uso das mo\u00e7\u00f5es pulsionais, do que a sublima\u00e7\u00e3o nesse dom\u00ednio pode operar. Lembremos de Lacan (1976-1977) ao dizer do savoir y faire para entender que o saber que a\u00ed se produz n\u00e3o \u00e9 da ordem da troca, do sentido, do pensamento, da interpreta\u00e7\u00e3o. Ele \u00e9 uso, \u00e9 emprego, \u00e9 fazer com. N\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o possa ser aprendido, mas \u00e9 que n\u00e3o se deixa apreender no formalismo do ensino, nos programas disciplinares, nas prescri\u00e7\u00f5es do trabalho, nas sugest\u00f5es terap\u00eauticas, etc. N\u00e3o \u00e9 um saber da racionalidade orientada pelos conceitos, mas pela dial\u00e9tica desses com a atividade da vida. \u00c9 um saber que permite lidar com o fato de que, na vida secreta das palavras, como disse o encarregado Dimitri, \u201ctudo \u00e9 um acidente\u201d. Aberto \u00e0s conting\u00eancias, \u00e0s m\u00faltiplas causalidades, \u00e0s arbitragens, \u00e0s varia\u00e7\u00f5es de possibilidades de ordenar as palavras e com elas ampliar os sentidos de seu uso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao final do filme, a voz de crian\u00e7a que narra parte da vida de Hanna, a acompanha e a acolhe, pode se fazer mais ausente. Essa presen\u00e7a imagin\u00e1ria que ajuda Hanna a se enla\u00e7ar \u00e9 substitu\u00edda pela presen\u00e7a real de uma fam\u00edlia que ela p\u00f4de constituir. O amor dedicado ao marido e \u00e0s crian\u00e7as e o trabalho de cuidar, contido no lar, parecem fazer prosseguir a puls\u00e3o por um destino mais sublime.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>Refer\u00eancias:\u00a0<\/strong><\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>A VIDA SECRETA DAS PALAVRAS (La vida secreta de las palabras). Dir.: Isabel Coixet. Distribu\u00eddo por: Monopole-Path\u00e9. Espanha, Irlanda. Cor, 2005, 115 min.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1930\/1976). O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o. Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Completas, vol.XXI. Rio de Janeiro: Imago.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1976-1977) \u201cO Semin\u00e1rio, Livro 24: Lo no sabido que sabe de la una-equivocaci\u00f3n se ampara en la morra\u201d. In: Obras completas de Lacan em cd-rom.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<h6>SCHWARTZ, Y. (2000). \u201cTrabalho e uso de si\u201d. In: Pro-Posi\u00e7\u00f5es, Vol.1, N\u00ba5 (32), julho.<\/h6>\n<h6><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><\/h6>\n<h6><strong>ADMARDO BONIF\u00c1CIO GOMES J\u00daNIOR<\/strong><\/h6>\n<h6>P\u00f3s-doutor pela Fae\/UFMG, doutor em Educa\u00e7\u00e3o Fae\/UFMG e em Filosofia pela Aix-Marseille Universit\u00e9. Professor do CEFET-MG. Rua S\u00e3o Jo\u00e3o Evangelista, 525\/101, Santo Ant\u00f4nio \u2013 Belo Horizonte \u2013 MG\u00a0<span id=\"cloak26a83cf75689adbde30d488db3508b77\"><a href=\"mailto:admardo.jr@gmail.com\">admardo.jr@gmail.com<\/a><\/span>\u00a031 9 8557 4281<\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ADMARDO BONIF\u00c1CIO GOMES J\u00daNIOR &nbsp; &nbsp; ADMARDO &#8211; FILME FULL-THE-SECRET-LIFE-OF-WORDS A vida secreta das palavras, filme dirigido por Isabel Coixet, conta a hist\u00f3ria de Hanna (Sarah Polley), uma mulher de 30 anos, parcialmente surda, solit\u00e1ria, silenciosa e fechada em seu mundo. 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